Monumento

Quando era criança eu encontrava moedas perdidas no sofá de casa, juntava todas em um potinho e sempre que tinha certa quantia, comprava aquilo que tanto queria.
Meu avô sempre me dizia que o valor das coisas não estava no preço que se paga, mas na importância que davamos aos nossos bens e que mesmo um objeto simples poderia ser de suma importância, nunca entedia bem naquela época, mas agora tudo faz sentido, claramente. Ele me ensinou a colecionar moedas (na época cruzeiro) fui colecionando das menores até as maiores, de cobre, de prata, de bronze, levei isso para minha vida, colecionei conchas, as pretas e as lilases são tão bonitas, me atraem. A sorte de encontrá-las de guardá-las e poder manter ou fazer artesanato com as mesmas, havia muitas coisas para se fazer, mesmo com o mais simples.
Mas um dia encontrei algo de valor, um valor tão grande que eu não sabia como definir o seu “preço” e nem o seu “apreço”, eu tentei e tentei novamente, mas nada que passasse em minha mente era suficiente para lhe definir, eu não queria colocar aquilo em um pote ou tornar um objeto de coleção, acho que eu me tornei esse objeto, meu coração, não era mais meu. Ruim é entregar nosso coração a quem não o quer…
E ainda assim de todas as belezas que já vi, de todos os tesouros que encontrei, você é o monumento mais incrível que eu poderia encontrar.

Apenas um Escritor – 03/02/2018

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