Viver para Si

Viver para Si

Você se curte? E será que você ao menos conhece a si mesmo?

O que gosta de fazer? O que gosta de ler? Quais filmes te agradam? Que tipo de esportes despertam o seu interesse? Quais músicas você prefere escutar?

O que te faz bem?

Você sabe se fazer bem?

São muitas as questões que podemos nos fazer na viagem da descoberta a nós mesmos, o importante não são as respostas exatas, mas sim a reflexão que elas nos trazem sobre nós mesmos e aquilo que queremos, sobre o que realmente gostamos e sobre aquilo que nos proporciona prazer e bem-estar, porém isso não deve vir de uma forma arrogante e não saudável, não é para você ser mais um filho da puta nesse mundo cheio de “vacilão”, todos sabemos que disso o mundo está cheio. Isso é para que você possa ter a percepção, que não precisa se acorrentar ou se submeter ao que te fere e faz mal, somente para agradar algo ou alguém e quando digo isso, me refiro ao que está ao seu alcance fazer (afinal se fosse para ter apenas coisas boas acontecendo, ninguém precisaria trabalhar e engolir alguns sapos, é preciso bom senso, para entender o que quero lhe dizer).

Há pessoas que vivem sem prazer, sem proveito, limitadas a pesos e medidas que arrastam ao longo de suas, sem que exista uma necessidade real para isso, além da própria fantasia de que “isso é o certo”, “é o que deve ser feito”. Não, definitivamente não; você, eu, ninguém precisa se submeter a algo que nos machuca, nos tortura, que nos deixa sangrando horrores enquanto outros riem a nossas custas, seja em relacionamentos abusivos, sejam em “amizades vampíricas”, essas coisas que sugam até a nossa última gota de energia. Por isso outra vez te pergunto: “Você se curte? Você realmente se conhece? ”

Quem se conhece sabe bem o que quer e quem sabe bem o que quer não aceita qualquer migalha que lhe jogam.

Não é que você vá se tornar um rebelde sem causa e viver apenas para o seu ego, viva para você e para o que te faz bem e aqueles que você ama e estão a sua volta também serão afetados pela sua postura, perceberão em você o sentido de liberdade.

Pare de desperdiçar seu precioso tempo apenas vagando pelas redes sociais ou esperando a mensagem de alguém que você sabe que nunca virá, valorize sua própria presença, você está bem aí, fulano tem seu contato, se ele (a) quiser, ele (a) te procura e se depois disso vai ser reciproco ou não, depende de você, aceitar as migalhas lançadas ou conquistar seu próprio banquete. A vida costuma nos surpreender quando nos permitimos viver.

Qual foi a última vez que você aproveitou sua própria companhia? Que foi ao cinema sozinho ver aquele filme que gosta? Que soltou gargalhadas rindo de algo hilariante? Qual foi a última vez que você se presenteou com algo bonito (e caro)? Qual foi a última vez que você decidiu aprender e fazer algo? Que experimentou aquela comida e aquela bebida que tanto adora?

Se você acompanhou essas questões até aqui e cada uma delas te fez pensar mais a fundo sobre si mesmo, você precisa aproveitar mais a si mesmo, entrar em contato com o seu “EU”, porque em algum momento você se perdeu e não consegue se encontrar por estar preso a coisas que anulam a sua essência e a nossa essência é bonita demais para ser anulada.

Não precisa se isolar do mundo, ninguém é uma ilha, você só precisa embelezar mais a sua ilha nesse imenso arquipélago, não para chamar a atenção de nada, nem ninguém, apenas para se sentir bem consigo mesmo, ser convicto e seguro de si mesmo, ser livre, intenso e verdadeiro.

O universo é uma existência de infinitas possibilidades e só depende da nossa força de vontade torna-las reais ou não, está tudo em nossas mãos. Desenterre os sonhos trancados na gaveta, vai atrás do que te faz bem, faça um mochilão, ande de Kart, pratique algo que gosta, busque fazer coisas novas, como tocar um instrumento ou escrever, fazer um rapel ou uma escalada, olhar as estrelas durante a noite em uma praia e que tal um rolê no ciclismo? Sinta a adrenalina, aproveite enquanto está vivo, viva até o seu último suspiro, não exista apenas para “apodrecer.

Se curta mais, se ame mais, se valorize mais, quando você for inteiro vai perceber que não vale a pena viver de metades.

 

Apenas um Escritor – 26/01/2018

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