Pensamentos que transbordam

As vezes eu me pego fitando o Horizonte, como quem encara o olhar de alguém próximo, aquele ponto de interesse no qual vamos nos perdemos cada vez que olhamos tentando enxergar o que está além. Faz bem, mergulhar nos pensamentos sem se afogar, com o sol emanando seus raios de luz nas gotas do mar, elas batem e refletem como o movimento das ondas que vem e vai, levando, trazendo, apenas lendo e imaginando sei que isso te traz paz. Eu gosto de me sentir assim, livre das correntes que há em mim seguindo o mesmo embalo das ondas que levam meus pensamentos ruins e trazem a minha mente um pouco de imaginação, me permitindo voar pela minha razão. Eu sempre gostei de olhar as nuvens no céu, elas me distraem desse mundo cruel, suas formas, seus tamanhos, suas “cores”, algumas pessoas acham o cinza triste, eu o vejo como sereno e por falar em sereno, já observou como as nuvens derramam suas “lágrimas?”  Somos pequenos e por termos medo fechamos as portas e as janelas, ainda assim elas passam, às vezes rápido, às vezes devagar, derramando ou não sobre nós as gotas que vão nos banhar. É estranho, as crianças querem banhar e brincar na chuva, enquanto os adultos se escondem em suas casa, quando foi que perdemos a capacidade de contemplar a beleza que nos cerca?

Os pássaros se dobram entre os ventos no céu, acrobacias que embelezando a vida permitem os mesmos sobreviver outra vez. Eles são elegantes, alguns até preparam o ninho para os seus amantes, contra o frio e contra o calor, muito mais que nós, eles compreendem bem sobre o amor. E a sua cantoria já ouviu? Não precisa nem mesmo ser o Uirapuru da Amazônia ou o canto mateiro do corrupião, me contento com a simplicidade, um canário ou um sabiá, já agradam a minha alma, tornamos difícil tudo que é simples em se sentir. E as cores do céu me encantam ainda mais, especialmente aqueles misturados com alaranjado, vermelho e lilás, olhamos tanto que dá vontade de tocar,  apenas sentir o que a tela do universo quer nos passar e nas profundezas dos seus tons se perder, com toda aquela beleza invadindo nosso ser. Eu fico olhando todo esse conjunto de beleza, sua grandeza, sua profundidade e refletindo penso:

“Quando deixamos de ser, quem queríamos ser de verdade?”

Apenas um Escritor – 09/11/17 – 17:38h

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